Pastor é sequestrado e decapitado na Índia

O corpo de um pastor pentecostal de 46 anos de idade, com a cabeça cortada, foi encontrado ao lado de seu veículo que havia sido incendiado no estado de Jharkhand, no leste do país. Enquanto marxistas extremistas parecem ter assumido a responsabilidade, alguns cristãos locais acreditam que os assassinos foram mobilizados por hindus de direita.

Cerca de duas dúzias de pistoleiros, com seus "rostos completamente cobertos com uma sacola de pano", sequestraram Abraham Topno, pastor de uma congregação pertencente à Igreja Pentecostal de Deus, e posteriormente cortaram sua garganta no distrito de Ranchi, na noite de terça-feira, relatou seu motorista ao Morning Star News.

Uma nota encontrada na cena dizia: "Morte ao espião policial". O falecido estava ministrando na área há cerca de duas décadas. Algumas partes do leste, centro e sul da Índia têm testemunhado insurgências por maoístas, que matam qualquer um que suspeitem ser um informante da polícia.

Radicais hindu

Pastor Nuas Mundu, um pastor de uma igreja próxima da mesma denominação, suspeita que os nacionalistas hindus estavam por trás do assassinato.

"Nós sabemos que ele era um evangelista vibrante, um missionário pioneiro, e nós suspeitamos que os extremistas hindus estão por trás de sua morte", disse Mundu, segundo o jornal. "Os maoístas matam por dinheiro e, se alguém pagar, fazem o trabalho por eles."

No entanto, alguns cristãos acham que os maoístas estão cada vez mais observando os cristãos. A perseguição cristã, que inclui ataques violentos, destruição de propriedades cristãs e falsas acusações, aumentou desde que o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata ganhou as eleições gerais em 2014.

Um relatório de um grupo evangélico na Índia descreveu 2017 como "um dos mais traumáticos para a comunidade cristã" em dez anos.

O ano passado foi o pior desde 2007 e 2008, quando cerca de 100 cristãos foram mortos e milhares de casas de cristãos foram incendiadas ou destruídas no distrito de Kandhamal, no estado de Orissa, segundo o Relatório Anual sobre Crimes de Ódio contra Cristãos na Índia em 2017. Comissão de Liberdade Religiosa da Comunhão Evangélica da Índia.

Fonte: The Christian Post

Compartilhe