Corpo de cristão é mutilado por seus parentes muçulmanos

Os aldeões muçulmanos mutilaram o cadáver de um homem cristão em Uganda que se converteu do islamismo. Sua esposa revelou que também foi ameaçada se ela se mantiver firme em sua fé cristã.

A viúva, Fatuma Muluuta, disse ao Morning Star News que seu marido, Muluuta Kuzaifa, tornou-se cristão há dois anos, mas foi condenado ao ostracismo (isolamento) por sua família muçulmana.

Kuzaifa, Muluuta e seus dois filhos foram protegidos por um pastor que não foi nomeado por razões de segurança. Dois anos depois, eles decidiram voltar para casa, mas tiveram que partir para Kampala, a capital do país, depois de receberem mensagens contendo ameaças.

Um enterro indigno

Em 1º de abril, Kuzaifa foi atacado ao retornar do trabalho por assaltantes ainda não identificados. "Eu o ouvi gritando por ajuda, e imediatamente alguns vizinhos correram para o local, e nós o encontramos sangrando com ferimentos na cabeça", a viúva lembrou.

O homem morreu no dia seguinte, apesar de ter sido levado a um hospital para tratamento. Dias depois, Muluuta diz que seus familiares muçulmanos tiraram seu corpo do necrotério e o enterraram de maneira indecente.

"A notícia foi de que o corpo de Kuzaifa foi mutilado e não devidamente enterrado", explicou a viúva. "Seu corpo não foi lavado, vários pregos foram inseridos e vários cortes foram feitos em seu cadáver."

Ela disse que os cristãos do Sub-Condado de Kachomo retomaram o corpo, lavaram-no e forneceram-lhe um enterro decente. Ainda assim, ela continua recebendo ameaças por sua fé.

"Se você continuar com o cristianismo", Muluuta compartilhou o texto de uma mensagem que recebeu, "você seguirá o mesmo caminho de seu marido".

A tensão vem aumentando entre os cristãos e os muçulmanos após o enterro de Kuzaifa", acrescentou o pastor. "A família de Kuzaifa precisa de orações para que Deus console a jovem família deixada para trás e para que eles recebam ajuda financeira."

Minoria muçulmana

Os muçulmanos representam apenas 12% da população de Uganda, eles estão concentrados principalmente nas partes orientais do país, que no ano passado ocorreram vários incidentes em que cristãos foram atacados.

Um homem de 27 anos chamado Gobera Bashir ficou com queimaduras graves em quase metade de seu corpo depois de um ataque no qual ele diz que membros da família muçulmana o queimaram com óleo quente por causa da sua decisão de seguir a Cristo.

"Quando eles entraram na casa, eles me encontraram na sala de estar e começaram a amarrar meus braços e pernas com roupas e gritar: 'Vergonha! Que vergonha! Vocês estão trazendo um mau presságio para a família com sua má religião cristã. Nossa família é uma Família muçulmana”, disse Bashir naquela época.

"Então um deles derramou um líquido quente de uma garrafa térmica em mim, e então eles me arrastaram para fora da casa."

Em outro incidente em novembro de 2017, um ex-professor islâmico que se tornou cristão foi espancado severamente e deixado em uma poça de seu próprio sangue no leste de Uganda, também por sua decisão de se converter.

Fonte The Christian Post

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