Coordenador de jovens é assassinado em ataque no Sudão do Sul

O coordenador nacional de jovens da Igreja Episcopal do Sudão do Sul foi morto por um grupo de pistoleiros desconhecidos quando seu carro foi alvejado de balas.

Joseph Kiri, que era conhecido por seu trabalho entre os jovens e por ser um evangelista, foi assassinado enquanto estava a caminho da cidade de Yei, no sul, para ajudar nos esforços humanitários.

Milhares se reuniram na casa de Kiri na segunda-feira para prestar homenagem ao líder da igreja, cujo corpo foi transferido para a capital, Juba, segundo o Serviço de Notícias da Comunhão Anglicana.

O arcebispo Justin Badi Arama, primaz do Sudão do Sul, postou no Twitter suas condolências, afirmando que ele e sua esposa estavam "profundamente entristecidos ao saber da morte de" Kiri.

"Nossas orações estão com a família dele. Pedimos a todas as partes que respeitem o cessar-fogo", acrescentou o arcebispo Arama, citado pela ACNS.

Histórico de violência

Desde a sua independência da República Islâmica do Sudão em 2011, o Sudão do Sul sofreu uma grande quantidade de violência interna devido em parte às divisões étnicas.

Em maio, homens armados atacaram o Emmanuel Christian College, em Goli, no condado de Yei, matando pelo menos 10 pessoas e estuprando a filha de 14 anos de idade de um funcionário.

"Pedimos à comunidade cristã internacional que ore em favor da equipe do ECC e da igreja no Sudão do Sul", disse JP Pretorius, diretor regional de Portas Abertas da África Subsaariana, em um comunicado na época.

"Também conclamamos a comunidade internacional a fazer o que for possível para ajudar a pôr fim às hostilidades no Sudão do Sul e no governo do Sudão do Sul para tomar medidas rápidas para levar os perpetradores à justiça."

Iniciativas de paz

A morte de Kiri não vem muito depois que os líderes do Sudão do Sul se reuniram para promulgar iniciativas de paz para a jovem nação. De sua parte, a Arama acolheu esses desenvolvimentos, embora com cautela.

"... como Igreja, acreditamos que a paz não é algo no papel. A paz é uma realidade prática no terreno, que não vem apenas com a assinatura de documentos", afirmou Arama no início desta semana, conforme citado pelo ACNS.

"Nossa avaliação como Igreja do Sudão do Sul é que há muito a fazer para trazer a vontade política entre os líderes para que a verdade seja central e haja verdadeira reconciliação e perdão que dê espaço para a paz real no Sudão do Sul; a vontade política oficializada no papel é o que estamos duvidando".

Fonte The Christian Post

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