Comunistas chineses queimam Bíblias e forçam cristãos a renunciarem sua fé

As autoridades comunistas chinesas queimaram Bíblias e forçaram os cristãos a assinarem documentos renunciando à sua fé, como parte da repressão contra o cristianismo.

O presidente da ChinaAid, Bob Fu, cujo grupo monitora a perseguição de fiéis no país mais populoso do mundo, compartilhou na semana passada no Twitter  um vídeo capturado por ativistas que retrata a queima de Bíblias.

"O PCC começa a queimar varias Bíblias. Na última vez, a campanha contra a Bíblia aconteceu no final dos anos 60 pela esposa do presidente Mao, Jiang Qing, em Xangai. Ela foi presa em 1976, e os cristãos se multiplicaram e se tornaram milhões. Nunca terá sucesso", escreveu Fu.

A Fox News  observou que, além da queima de Bíblias e da tomada de cruzes, as autoridades também têm forçado os cristãos a assinarem documentos onde rejeitam sua fé, ou correm o risco de serem expulsos da escola ou perder benefícios sociais.

Lealdade ao partido

Fu explicou que o governo está tentando "minimizar" a religião, infundindo-a com princípios nacionalistas e exigindo lealdade ao ateu Partido Comunista. "A comunidade internacional deve ficar alarmada e indignada com essa flagrante violação da liberdade de religião e crença", disse Fu.

A repressão aos crentes e às igrejas vem acontecendo há anos. A Reuters informou sobre o ocorrido no domingo, onde uma das maiores igrejas protestantes não oficiais em Pequim foi interditada, com as autoridades confiscando "materiais promocionais ilegais".

Aparentemente, a igreja de Sião realizava cultos de adoração, atraindo centenas de fiéis todo fim de semana durante anos na capital do país. Mas enfrentou uma pressão crescente este ano. Em abril, eles recusaram pedidos para instalar câmeras de televisão no prédio e enfrentaram ameaças de despejo.

O Pastor Jin Mingri explicou que as autoridades comunistas acusaram a igreja de realizar eventos sem se registrar, alegando com isso, que realizam cultos ilegais e que deve ser banida". "Temo que não haja como resolver essa questão com as autoridades", disse Mingri.

Cultos invadidos

Nas províncias chinesas, os cultos nas igrejas foram invadidas, com membros da congregação sendo presos e espancados. Os crentes também disseram que as autoridades os forçaram a substituir as pinturas de Jesus Cristo por imagens comunistas, enquanto os professores foram acusados ​​de "lavagem cerebral" dos estudantes ao cristianismo.

Grupos nos Estados Unidos, como o Centro Americano de Direito e Justiça, iniciaram petições falando sobre a urgência de abordar a repressão à liberdade religiosa na China.

"O governo chinês está tentando impedir a disseminação do cristianismo. Essa perseguição flagrada não pode ser tolerada", disse a ACLJ  em sua petição, que na manhã de segunda-feira foi assinada por mais de 40 mil pessoas.

"Estamos trabalhando nas Nações Unidas, abordando a severa perseguição dos cristãos chineses. Eles precisam urgentemente desta voz. Estamos trabalhando internacionalmente para pressionar a China a parar de perseguir os cristãos".


Fonte: The Christian Post

Compartilhe