Missionário cristão é interrogado e reprimido na Turquia

Apenas um dia após a soltura do pastor Andrew Brunson na Turquia, as autoridades prenderam outro missionário americano, interrogando-o e ordenando-lhe que deixasse o país. 
 
A Middle East Concern  informou que David Byle, cidadão americano e canadense, foi preso em Ancara no sábado pelo Departamento de Polícia Anti-Terror. Ele teria sido interrogado, mas libertado na tarde de domingo, e recebeu a ordem para deixar o pais em 15 dias.

"Nós ficamos impressionados com as declarações de amor e apoio, não apenas dos crentes aqui na Turquia, mas de todo o mundo. Significa muito para nós e nos encoraja porque sabemos que não estamos sozinhos, que nós somos parte de uma família tão grande, a família de Deus", Byle e sua família compartilharam em uma mensagem.

O missionário foi preso em várias ocasiões no passado na Turquia, todas relacionadas ao seu evangelismo de rua. Em 2007, ele foi detido por três dias, mas como a literatura que ele carregava não estava insultando o Islã, ele foi dispensado. Byle, que tem pregado na Turquia há 18 anos, também foi preso em 2016. Ele foi detido por oito dias e eles disseram que iriam deporta-lo.

Em fevereiro de 2017, a ordem de deportação foi bloqueada temporariamente, porque os funcionários não apresentaram provas de que ele é um diretor, membro ou defensor de "organizações terroristas".

A última prisão de Byle aconteceu um dia depois que o pastor da Carolina do Norte, Brunson, foi libertado pela Turquia. Brunson, que junto com sua esposa estava pastoreando uma igreja protestante em Izmir por 25 anos, foi preso em outubro de 2016 e acusado de ter ligações com grupos terroristas, algo que ele negou firmemente.

Cristãos são minoria

A corte turca considerou-o culpado de ajudar o terrorismo, mas sentenciou-o apenas ao tempo já cumprido, o que lhe permitiu deixar o país e voltar para sua família. Tony Perkins, presidente do Conselho de Pesquisa da Família, sediado em Washington, DC, e um comissário da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA, disse que a divulgação de Brunson envia uma forte mensagem à Turquia.

"Apesar de estarmos aliviados com a decisão de hoje sobre a injusta detenção do pastor Brunson, continuamos preocupados com o povo turco, porque numerosas comunidades religiosas, como a comunidade ortodoxa grega e os alevitas, continuam enfrentando discriminação e restrições". Perkins avisou.

"A Turquia deve continuar a trabalhar para tratar todos os seus cidadãos de forma igual e com respeito por sua liberdade religiosa". O grupo de vigilância de perseguições, Portas Abertas dos EUA,  lista a Turquia no 31º lugar na lista de vigilância mundial, onde os cristãos enfrentam mais perseguição por sua fé.

"Espera-se que os turcos sejam muçulmanos, uma convicção promovida pelo governo em um esquema para consolidar o poder. Após um golpe fracassado em julho de 2016, o presidente Erdogan usou a instabilidade política a seu favor, tentando unificar a Turquia Islã sunita", explica o grupo.

"Isso deixa pouco espaço para as minorias e indiretamente resulta na perseguição dos cristãos. Dentro do lar, os convertidos ao cristianismo enfrentam forte oposição de suas famílias por sua conversão, pois são vistos como traidores tanto do Islã quanto da identidade nacional turca".

Fonte: The Christian Post

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