China força os cristãos a idolatrarem o comunismo

O governo comunista da China continua forçando os cristãos a substituir Jesus Cristo pelos líderes comunistas, e está transformando as igrejas em salas de jogos.

A revista de liberdade religiosa Bitter Winter  relata que as autoridades chinesas estão indo de cidade em cidade, exigindo que os ícones cristãos sejam substituídos por imagens do presidente Mao Zedong e do presidente Xi Jinping.

Fei Zhongju, de oitenta anos, do condado de Xiayi, revelou o que as autoridades lhe disseram depois de invadir sua casa em outubro de 2018: "Se voltarmos para inspeção e descobrirmos que você não colocou o retrato do Presidente Mao, cancelaremos seus benefícios".

A esposa de Fei revelou que o marido caiu da mesa e se machucou seriamente enquanto tentava se levantar e cumprir as ordens. Autoridades do governo ameaçaram os cidadãos de que, se eles não acabarem com suas bíblias, as autoridades agirão.

Bitter Winter disse que cerca de 1.400 itens cristãos foram destruídos nos municípios de Xiayi desde o início de fevereiro de 2018. Alguns lugares, como o condado de Xin'an, foram deixados sem nenhum símbolo religioso, depois que as casas de 279 moradores foram atacadas dentro de quinze dias.

Púlpitos com propaganda política

Os cristãos da província de Henan, no centro do país, também se queixaram de que o governo está transformando as igrejas em teatros, salas de jogos e outros tipos de locais de entretenimento.

Bitter Winter postou várias fotos e vídeos mostrando como os púlpitos em todo o país, uma vez destinados a pregar o Evangelho, foram cobertos com propaganda do Partido Comunista, ou transformados em centros de atividades ou entretenimento.

A diretriz aparentemente decorre de um documento do governo intitulado Compilação de casos exemplares de operações especiais em julho de 2018. Bitter Winter traduziu o documento e a intenção do governo é “efetivamente reduzir o ímpeto excessivo do cristianismo”.

O documento ainda prevê várias medidas de transformação, redefinição e encerramento das atividades religiosas para a realização de atividades de lazer e recreativas dos aldeões.

O crescimento da população cristã na China se deu em função da crescente perseguição da parte do governo. O grupo de vigilância Open Doors EUA classificou a China na posição de 27° em sua recém lançada lista de perseguição onde os cristãos enfrentam a mais severa perseguição por sua fé, marcando um salto de 16 pontos em relação ao ranking anterior.

A Portas Abertas alertou em seu relatório que "o aumento do poder do governo de Xi Jinping continua a dificultar o culto aberto em algumas partes do país".

Fonte: The Christian Post

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