China fecha seis igrejas alegando ilegalidade

A China continua sua supressão ao cristianismo fechando seis igrejas domésticas protestantes na cidade de Guiyang, província de Guizhou.

A Christian Solidarity Worldwide informou que os fechamentos ocorreram na segunda-feira e que 300 membros agora se encontram sem uma igreja. As autoridades comunistas afirmaram que as igrejas eram "locais religiosos ilegais" e não tinham permissão para realizar a adoração.

O grupo de vigilância disse que a pressão do estado ateísta contínua, que tem realizado uma repressão à fé por anos, ocasionando que algumas congregações perdessem até 40% de seus membros.

"Toda semana vem notícias de mais fechamentos de igrejas na China. Igrejas antigas e novas, grandes e pequenas, católicas e protestantes estão todas sob pressão: igrejas sancionadas pelo Estado estão sendo demolidas, enquanto igrejas não registradas estão sendo forçadas a terminar com as atividades. Estamos também profundamente alarmados por relatos de desaparecimentos forçados e detenções arbitrárias em larga escala na região de Uigur de Xinjiang", disse o presidente-executivo da CSW, Mervyn Thomas, referindo-se à detenção de multidões de muçulmanos.

"Apelamos ao governo chinês para abolir os campos de reeducação e libertar os detidos imediatamente. Apelamos também ao governo para parar o fechamento forçado de igrejas cujos membros exercem pacificamente o seu direito à liberdade de religião ou crença, e garantir o direito à liberdade religiosa para pessoas de todas as etnias e religiões na China", acrescentou.

Queima de Bíblias

A CSW observou que os fechamentos de igrejas, que também ocorreram em outras províncias, fazem parte das consequências da revisão da Regulamentação sobre Assuntos Religiosos, que reprimiu igrejas domésticas. Até mesmo algumas igrejas sancionadas pelo estado também foram alvo, como as igrejas católicas.

Em setembro, um vídeo foi feito com oficiais comunistas queimando Bíblias e, posteriormente, forçando estudantes cristãos a assinarem documentos renunciando à sua fé, ou perderiam os benefícios sociais.

"Na última vez, a campanha bíblica aconteceu no final dos anos 60 pela esposa do ditador Mao, Jiang Qing, em Xangai. Ela foi presa em 1976, e os cristãos cresceram para milhões. Nunca será bem-sucedida", disse o presidente da ChinaAid Fu twittou na época, ao responder ao vídeo da queima de Bíblias.

As crianças também foram proibidas de frequentar cultos com seus pais ou participar de atividades da igreja. O World Watch Monitor informou na semana passada que mais de 300 crianças cristãs em duas escolas de ensino médio na província de Zhejiang foram solicitadas a declarar em formulários que não têm religião.Uma fonte disse ao site que o esforço é uma tentativa de identificar os cristãos, que estão em conflito com o Partido Comunista.

Fonte: The Christian Post

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