Hospital irlandês publica anúncio exigindo que funcionários realizem abortos

Um hospital na República da Irlanda publicou recentemente um anúncio de emprego explicando que os candidatos devem estar dispostos a ajudar a realizar abortos, recebendo críticas de ativistas pró-vida.

Em maio passado, os eleitores da Irlanda aprovaram, por meio de referendo, a revogação de uma emenda constitucional que proibia o aborto por esmagadora maioria.

O Hospital Maternidade Nacional, com sede em Dublin, recentemente anunciou vagas de emprego para cargos de anestesia, ginecologia e obstetrícia.

"Os portadores de cargos fornecerão atendimento ambulatorial, além de tarefas de ensino, administração e gerenciamento, que, a partir de 2019, incluem a realização de abortos."

Peter Lynas, da Aliança Evangélica, discordou do anúncio, postando uma imagem dele no Twitter na última sexta-feira, e afirmando que o hospital está alienando possíveis funcionários que são moralmente contrários ao aborto.

Esse anúncio deixa bem claro que aqueles com uma objeção de consciência não devem se candidatar ao cargo".

O hospital disse em uma declaração ao Irish Independent que o posto de trabalho estava ligado ao financiamento do Departamento Executivo de Serviços de Saúde da Irlanda para serviços de aborto legal.

"Estes requisitos específicos para o cargo estão sendo financiados especificamente pelo hospital do HSE para a prestação de serviços de interrupção da gravidez e devem ser preenchidos por profissionais que estejam dispostas a contribuir para a prestação destes serviços", afirmou o hospital.

Um anúncio semelhante feito pelo hospital que foi postado no site do hospital na última sexta-feira e acessado pelo The Christian Post na segunda-feira não incluiu esse requisito de participação na interrupção de gravidez.

Em maio do ano passado, os eleitores irlandeses revogaram a Oitava Emenda do país, predominantemente católica, que havia expresso que o governo reconheceria “o direito à vida do não-nascido e, com o devido respeito ao direito igual à vida da mãe”.

Atualmente, a nova lei na Irlanda permite abortos de até 12 semanas a partir do início de uma gravidez e depois para “circunstâncias excepcionais” após 12 semanas.

No final de dezembro, foi relatado que o National Maternity Hospital iria começar a aceitar encaminhamentos ao aborto a partir de 7 de janeiro, após a revogação oficial da emenda pró-vida.

"Só podemos aceitar referências de clínicos gerais e serviços baseados na comunidade, como a Associação de Planejamento Familiar da Irlanda", explicou o hospital, conforme anunciado pelo TheJournal.ie. 


Fonte: The Christian Post

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